Augusto Napoleone Berlese
Nome: Augusto Napoleone Berlese
Augusto Napoleone Berlese formou-se em Ciências Naturais, em 1885, na Universidade de Pádua e foi assistente de Pier Andrea Saccardo (a quem auxiliou na escrita do trabalho “Sylloge Fungorum”), tendo-se dedicado ao estudo de parasitas quer de plantas, quer de animais. Em 1901, tornou-se no primeiro professor da cadeira de fitopatologia em Itália, introduzida na Universidade de Milão, onde leccionou até à sua morte prematura em 1903. Este botânico colaborou com Júlio Henriques no estudo da flora micológica africana, tendo contribuído, nomeadamente, para as seguintes publicações:
Publicou, ainda, o seguinte trabalho no Boletim da Sociedade Broteriana:
Existe no acervo de Botânica da Universidade de Coimbra um bilhete-postal de Augusto Napoleone Berlese dirigido a Júlio Henriques e disponível online na Biblioteca Digital de Botânica no seguinte endereço: A abreviatura padrão utilizada para fazer referência a Augusto Napoleone Berlese como autoridade na descrição e classificação científica de taxa botânicos é Berl. ( lista de taxa descritos ) (Nota: procurar alguma referência de JH a Berlese) |
Jacob Georg Agardh
Nome: Jacob Georg Agardh; Jakob Georg Agardh
Jacob Georg Agardh (ou Jakob Georg Agardh) foi um botânico, ficologista e taxonomista sueco que nasceu em Lund a 8 de Dezembro de 1813 e faleceu a 17 de Janeiro de 1901. Era filho do também botânico Carl Adolph Agardh (1785-1859), Professor na Universidade de Lund e, posteriormente, Bispo da diocese de Karlstad. Jacob Georg Agardh obteve o grau de Doutor em Ciências Philosophicas na Universidade de Lund em 1832; foi nomeado Professor Extraordinário de Botânica em 1836 e Professor Ordinário em 1847, lugar que ocupou até 1879. Interessou-se também pela economia, tendo sido membro do Parlamento sueco entre 1867 e 1872. Tal como o seu pai, dedicou a sua pesquisa essencialmente ao estudo das algas marinhas, nomeadamente as cianobactérias, deixando sobre este grupo publicações de grande valor. Destaca-se o trabalho “Species, genera et ordines Algarum”, publicado em três volumes, entre 1848-1901. Aquando da sua morte encontrava-se a trabalhar na publicação da obra “Analecta Algarum” que iniciou já com 80 anos de idade. Era um botânico reconhecido a nível mundial, devido ao seu mérito científico, como se pode comprovar pelas palavras de Júlio Henriques: “e ra a primeira autoridade sobre algas, e por isso era muito consultado.” (In: Boletim da Sociedade Broteriana, 1901, p. 179). Desta forma, recebeu diversas manifestações de consideração por parte de sociedades científicas e de governos. A título de exemplo: em 1849 foi eleito membro da Real Academia das Ciências Suécia; em 1867 foi-lhe conferido o diploma de membro da Sociedade Linneana de Londres tendo, em 1897, recebido a medalha de ouro da mesma sociedade; em 1878 foi eleito membro honorário estrangeiro da Academia Americana das Artes e Ciências. No dia em que completou 80 anos, de acordo com Júlio Henriques “recebeu o professor Agardh uma notavel manifestação da muita consideração que ao seu grande valor consagravam os botanicos de quasi todas as nações” (In: Boletim da Sociedade Broteriana, 1901, p. 179). Júlio Henriques refere, ainda, que Jacob Georg Agardh “ legou o seu rico herbario á Universidade de Lund, que o guarda com respeito e segurança, cumprindo o desejo manifestado pelo doador de que nunca d’elle fosse separado qualquer exemplar ” (In: Boletim da Sociedade Broteriana, 1901, p. 179). Este botânico colaborou com Júlio Henriques no estudo das algas de S. Tomé e Príncipe, tendo contribuído, nomeadamente, para a seguinte publicação:
Existem no acervo de Botânica da Universidade de Coimbra duas cartas de Jacob Georg Agardh dirigidas a Júlio Henriques e disponíveis online na Biblioteca Digital de Botânica nos seguintes endereços:
A abreviatura padrão utilizada para fazer referência a Jacob Georg Agardh como autoridade na descrição e classificação científica de taxa botânicos é J.Agardh ( lista de taxa descritos ) |